FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA MESTRADO PROFISSIONAL EM MATEMÁTICA EM REDE NACIONAL.
RAFAEL NINK DE CARVALHO
ENSINO DE MATEMÁTICA ATRAVÉS DA ROBÓTICA:
MOVIMENTO DO BRAÇO MECÂNICO
Trabalho de Conclusão apresentado ao
Mestrado Profissional em Matemática
Rede Nacional – PROFMAT no Polo da
Universidade Federal de Rondônia –
UNIR, como requisito parcial para
obtenção do título de Mestre em
Matemática Profissional.
Orientador: Prof. Dr. Tomás Daniel Menéndez
Rodríguez
“os gregos desenvolveram o cálculo de área por que tinham de fazer as medições das terras do Nilo; os fenícios desenvolveram conceitos aritméticos de contabilidade porque eram comerciantes” (MEYER et al, 2011, p. 25). Porém, na ação pedagógica, as relações entre prática e teoria não são estreitadas, conforme afirma D’Ambrosio: “Do ponto de vista de motivação contextualizada, a matemática que se ensina hoje nas escolas é morta. Poderia ser tratada como fato histórico” (D’ AMBROSIO, 2012, p. 29). Fruto da ausência da contextualização, o aprendizado de conceitos matemáticos não são consolidados; o que distancia da aplicabilidade tornando a matemática uma disciplina isolada, conforme afirma Meyer et al: “A maioria das pessoas não consegue relacionar a Matemática nem com as outras ciências e muito menos com situações de seus cotidianos, porque foi criado um universo à parte, ou seja, para elas, a Matemática não está presente em outros contextos” (MEYER et al, 2011, p.
A ROBÓTICA E A MATEMÁTICA
De acordo com D’Ambrosio, “praticamente tudo o que se nota na realidade dá
oportunidade de ser tratado criticamente como instrumental matemático” (D’
AMBROSIO, 2012, p. 89).
Os conceitos supracitados geralmente são apresentados nos livros didáticos
de forma teórica e estanques aos demais conteúdos ou a algum contexto aplicável.
Porém, estes conteúdos não surgirão de forma hierárquica, mas, interligados; o
que pode, de início, provocar receio ao professor, pois como afirma D’Ambrosio:
Particularmente em matemática, parece que há uma fixação na ideia
de haver necessidade de um conhecimento hierarquizado, em que
cada degrau é galgado numa certa fase da vida, com atenção
exclusiva durante horas de aula, como um canal de televisão que se
sintoniza para as disciplinas e se desliga acabada a aula. Como se
fossem duas realidades disjuntas, a da aula e a de fora da aula
(D’
AMBROSIO, 2012, p. 76).
Cabe ao professor intermediar e orientar o percurso de forma a atingir
determinados conteúdos previstos. Seja propondo problemas ou a partir de
problemas propostos pelos alunos. O importante é destacar a possibilidade de
trafegar entre diferentes conteúdos. Tal percurso pode se apresentar na forma de
espiral; o movimento de vai e vem entre os conceitos poderá ser necessário.
Figura 2: Espiral de conteúdos
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Seguindo roteiro de modelagem apresentado por Meyer, pode-se organizar a
atividade proposta conforme figura 3:
Figura 3: Esquema do processo de modelagem
Tais passos são sugestões e cabe ao professor e aos alunos elaborarem o
roteiro condizente com o tempo e os problemas propostos.
a) Problema real: Movimento do braço mecânico;
b) Hipóteses de simplificação: Diferente de uma situação hipotética, a prática
envolve múltiplas variáveis. Em algumas situações, a eliminação de variáveis
facilita a compreensão e a aproximação com os conhecimentos prévios dos
alunos. Como exemplo, a eliminação do atrito (situação ideal) nas
articulações do braço;
c) Problema matemático: Como o objetivo é abordar conceitos matemáticos a
partir de uma problemática, a experiência supracitada permite a modelagem
do movimento a partir de elementos da Geometria analítica;
d) Resolução (aproximada) do problema matemático:
A partir das ferramentas
matemáticas, construir o modelo no GeoGebra, utilizando os conceitos da
geometria e álgebra;
e) Validação matemática da solução: Feita a modelagem, e de posse da
representação matemática, validar o modelo (Validação matemática da
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solução);
f) Validação social da solução: A retomada ao braço e o confronto do modelo
com o experimento real permitirão uma análise crítica do resultado (Validação
no experimento);
g) Processos decisórios: Finalizando a atividade, poder-se-á propor questões
como: Qual a trajetória mais eficiente para determinado deslocamento? Já
que em situações o movimento linear na pinça demandará mais esforço se
comparado a um movimento circular.
3.1 Modelagem utilizando o software GeoGebra
Uma das alternativas para desenvolver um modelo ideal seria o uso de softwares
de modelagem gráfica. Porém, o uso de softwares específicos exigiria
conhecimentos técnicos que, na maioria das situações, estariam distantes da
realidade dos alunos. Para a construção do modelo ideal, utilizar-se-á, neste
trabalho, o software GeoGebra.
Na sequência, serão descritos os procedimentos, bem como os conhecimentos
matemáticos envolvidos, organizados em duas seções: primeiramente, as
apreensões iniciais com as considerações e noções elementares e prévias, antes da
modelagem e descrevendo a característica do software; em seguida, apresentação
dos processos da modelagem, bem como as ferramentas utilizadas do GeoGebra.
O ENSINO DA MATEMÁTICA
Para Saiani, a Educação Matemática é definida como o estudo das relações e
processos de ensino e aprendizagem de Matemática, criando uma interface entre a
Matemática, a Pedagogia e a Psicologia. Em consequência, surgem diversas
correntes filosóficas e metodológicas para o ensino deste componente curricular.
Dentre estas, destacam-se os comportamentalista, gestaltista, estruturalistas,
construtivistas, baseados em metodologias como: contextualização, resolução de
problemas, modelagem, etnomatemática, entre outros. (SAIANI, 2000).
Antes de definir qualquer metodologia, é importante ressaltar como surge o
conhecimento matemático. Para Schwengber e Pfaffenseller, ele “é fruto de um
processo de que fazem parte a imaginação, os contraexemplos, as conjecturas, as
críticas, os erros e os acertos” (SCHWENGBER & PFAFFENSELLER, 2011, p. 786).
Neste viés destacam-se as metodologias de resolução de problemas e a
modelagem matemática como instrumentos de prática de ensino-aprendizagem que
primam pela experimentação de justificativas lógicas, análise e críticas ao resultado.
O envolvimento dos alunos com problemas reais e abertos favorece
o desenvolvimento dessas representações (mental e simbólica) e a
busca da formulação matemática das situações-problema, bem como
as possíveis representações e soluções para o problema. É nesse
processo cognitivo que há uma interligação entre essas duas
representações, conduzindo o aluno ao alcance da abstração, cujo
processo ocorre por generalização ou síntese (MENDES, 2009, p 74-
75).
http://www.profmat.unir.br/menus_arquivos/1819_rafael_nink_de_carvalho.pdf
Edição da Matéria : Grupo Comunique Sustentável: Samantha Lêdo
A ETC Brasil, é gestora e distribuidora de programas de educação, treinamento e certificação acadêmica e profissional dos principais desenvolvedores de softwares e tecnologias mundiais, como Microsoft, Autodesk e Adobe, e representa a plataforma Certiport em toda a América Latina através do grupo ETC Iberoamérica, do qual faz parte.
Imagens: Colégio Marista acima e abaixo, gaylussac.com.br
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