Competição nacional reúne 90 escolas do país e é termômetro para estudantes da rede pública.
Mariana Fabrício
marianafabricio.pe@dabr.com.br
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Quando começou a estudar robótica, a aluna Maryllia Willyanne da Silva, 15 anos, não imaginava que ganharia experiências que vão poder ajudá-la na sua futura profissão. Desde 2014 participa de competições e agora a Olimpíada Brasileira de Robótica. O evento, que acontece no Rio Mar Shopping, bairro do Pina, tem quatro equipes da rede municipal de ensino do Recife, além da campeã da olimpíada do ano passado, a Escola Municipal Rodolfo Aureliano.
Buscando o bicampeonato, os alunos se preparam para três dias de disputas com 90 escolas do Brasil. A olimpíada para Maryllia, esta é mais uma oportunidade de trocar experiências. “O que nós aprendemos aqui vai servir de lição para nossas vidas, como convívio, respeito em equipe e ética”, afirmou. “No colégio, nós somos vistos como exemplo para quem deseja aprender robótica e espero que a gente conquiste mais uma vez essa vitória para servir de incentivo aos colegas”, ressaltou. Além de ganhar a OBR em 2015, o grupo ficou em oitavo lugar no campeonato mundial o RoboCup.
Ao todo 18 alunos se dividem no nível 1, com as escolas municipais da Iputinga, de Tejipió, e Paulo VI (Linha do Tiro), na categoria Ensino Fundamental e nível 2, com o time da Unidade de Tecnologia na Educação Gregório Bezerra (Utec). Segundo o professor de matemática e coordenador do Programa Robótica na Escola, Cid Espíndola, os alunos estão motivados para aprender mais, independentemente do resultado. “A competição é apenas mais um dos elementos que eles estão acostumados a desafiar. Durante todo ano eles simulam a olimpíada disputando entre as equipes para saber o que precisa ser modificado. Eles são a prova de que a ciência pode melhorar diversos fatores que vão muito além da sala de aula”, apontou.
As escolas se classificaram após a pontuação conquistada na olimpíada estadual, que ocorreu em agosto durante a Campus Party Recife. Pernambuco é o estado com mais equipes, já que as quatro escolas do ensino fundamental tiveram as melhores pontuações. A Unidade de Tecnologia conquistou o terceiro lugar no nível 2 e a Escola Municipal Rodolfo Aureliano foi a campeã da OBR em 2015. “Esta é a prova de que os alunos não são mais passivos. Eles são capazes de construir o conhecimento. A robótica representa esse novo olhar para a educação. Com uma nova metodologia, eles não aprendem só matemática, mas inglês, já que se familiarizam com a linguagem de programação. Sem dúvida envolve um esforço multidisciplicar”, afirmou a coordenadora do setor de robótica da Secretaria Executiva de Tecnologias da Prefeitura do Recife, Suely Bezerra da Silva.
Estudando eletrônica no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Ryan Vinícius dos Santos, 15 anos, está disputando pela Utec como ex-aluno e hoje ajuda quem está começando. “Eu me identifiquei com a área desde que comecei a estudar e pretendo ser um engenheiro mecatrônico. Repassar o que eu aprendi é muito gratificante porque quem chega quer se espelhar em nós, que já conquistamos uma medalha para nosso estado”, comemora

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