segunda-feira, 15 de maio de 2017

Implementação de um Ambiente Dinâmico de Robótica Pedagógica com Soluções Tecnológicas Livres no Cet CEFET em Itabirito - Minas Gerais – Brasil

Resultado de imagem para Robótica nas escolas imagensRobótica é a ciência dos sistemas que interagem com o mundo real com ou sem intervenção dos humanos. Ela está em expansão e é considerada multidisciplinar, pois nela é aplicado o conhecimento de microeletrônica (peças eletrônicas do robô), engenharia mecânica (projeto de peças mecânicas do robô), física cinemática (movimento do robô), matemática (operações quantitativas), inteligência artificial (operação com proposições) e outras ciências. 

Essas características tornam a Robótica um interessante campo a ser explorado no âmbito da educação, uma vez que seus projetos oportunizam situações de aprendizagem pela resolução de problemas, que podem ser simples ou complexos; possibilitam o rompimento com a perspectiva fragmentada e compartimentalizada do currículo escolar, ao trazer para a discussão temas que transversalizam diferentes áreas do conhecimento; requerem a colaboração entre os sujeitos envolvidos nos projetos e possibilitam a construção e experimentação de modelos. O ambiente de aprendizagem onde professores e alunos planejam, discutem e executam montagem, automação e controle de dispositivos mecânicos que podem ser controlados pelo computador é denominado de Robótica Pedagógica ou Robótica Educacional.

Construção de um Ambiente Dinâmico de Aprendizagem Para Marques (1995, p. 15), “o homem se pode definir como ser que aprende. Não surge ele feito ou pré-programado de vez. Sua existência não é por inteiro dada ou fixa; ele a constrói a partir de imensa gama de possibilidades em aberto”. É para dar conta dessa gama de possibilidades em aberto que buscamos diferentes referenciais que irão dar sustentação à organização de ambientes dinâmicos de aprendizagem. 

Um desses referenciais é a teoria construtivista de Jean Piaget, segundo a qual o indivíduo constrói e produz o conhecimento através da interação com o ambiente em que ele vive, sendo nessa interação que ocorre o desenvolvimento das aprendizagens (FREITAS, 2001). Seymour Papert (1985) utiliza as idéias de Piaget para fundamentar os processos de aprendizagem que ocorrem na relação dos sujeitos com as tecnologias. Para este autor, a construção do conhecimento se dá quando o indivíduo, através do fazer, constrói objetos de seu interesse, seja o relato de uma experiência ou o desenvolvimento de um programa para computador, liberando suas potencialidades criativas, de formulação de hipóteses e de testagem de soluções. A construção de ambientes dinâmicos de aprendizagem também se baseia na teoria sócio-interacionista de Vigotsky, que aponta a cooperação como fator destacado para a promoção da aprendizagem (LUCENA, 1997). 

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Um grupo de 16 alunos da ETEC Jacinto Ferreira de Sá e de três escolas da rede municipal de Ourinhos irá participar neste sábado (25) de um evento de ...


A colaboração também ganha destaque em referenciais mais contemporâneos, oriundos dos estudos da cibercultura (LÉVY, 1999; LEMOS, 2004). Dias (2000, p.157) aponta os ambientes colaborativos como extremamente poderosos para a realização das aprendizagens e para a construção do conhecimento, uma vez que se constituem a partir de elementos e sujeitos diferentes, o que dá ao sistema, ao mesmo tempo, uma unidade e uma multiplicidade, sem a possibilidade de transformar o múltiplo em um, nem o um em múltiplo. 

Outro conceito oriundo dos estudos da cibercultura, e que fundamentam a organização de ambientes dinâmicos de aprendizagem, é o de simulação (COUCHOT, 1993; TENÓRIO, 1998), fortemente articulado à construção de modelos, à liberação da criatividade, formulação de hipóteses e testagem de solução, e que vem revolucionando a forma de conceber e aprender conceitos científicos, uma vez que boa parte da ciência de ponta, de fronteira, está embasada, cada vez mais, na simulação, mais do que no experimento em si. Ainda da cibercultura, buscamos o conceito de interatividade, o qual, segundo Silva (1998, p. 29), implica “disposição ou predisposição para mais interação, para uma hiper-interação, para bidirecionalidade - fusão emissão-recepção -, para participação e intervenção”. Não é apenas um ato, uma ação, e sim um processo, inclusive instável, uma abertura para mais e mais comunicação, mais e mais trocas, mais e mais participação


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